As diversas maneiras com que os povos carregam os seus pertences, durante toda a história, refletem os períodos históricos com uma grande felicidade.
Séculos XVIII e XIX
Transportava-se o dinheiro e algumas pequenas peças preciosas em pequenos bolsos internos costurados nas roupas. Na virada do século, as roupas perderam o excesso e, assim, não comportavam mais bolsos internos, surgindo então as bolsas de tecidos bordadas à mão.
Eram as chamadas “reticulés”.
Com o apogeu da Revolução Industrial, as mulheres começam a ganhar independência e a sair mais às ruas. Surgiram assim as bolsinhas amarradas às cinturas, muitas vezes confeccionadas com o mesmo tecido da saia ou veste. Eram chamadas “Châtelaines”.
Século XX
Desde o início do século, a bolsa já era tratada como um acessório obrigatório, tendo já se transformado em um importante bem de consumo.
Traz formas e materiais variados e sofistica-se o seu processo de confecção. O design se aprimora e cria-se compartimentos para moedas, cartões de visita, canetas, perfumes, etc.
As bolsas de couro “lézard” ou crocodilo, eram as mais chiques. Para a noite, usava-se a de prata e até mesmo de ouro!
Em 1929, Coco Chanel faz uma bolsa para se usar a tiracolo.
O período é de revoluções nas convenções sociais, na moda e no design.
A mulher se torna mais ativa, vai ao trabalho de bicicleta e, inspirado na profissão de “carteiro”, Louis Vitton cria esse modelo de bolsa. Cada vez mais as mulheres têm a necessidade de carregar mais objetos consigo mesmas e de uma maneira mais prática e confortável.
Novamente em 1932, Louis Vitton cria a bolsa “Noé”, a pedido de um produtor de champagne que pretendia carregar cinco garrafas na mesma bolsa.
No anos 50, 60 e 70, os materiais alternativos passam da rigidez para a liberdade.
Os conglomerados do “luxo” começam a se formar, expondo suas grifes nos designs das bolsas.
Fendi, Dior, Prada, Biba, Chanel e outras impondo suas logomarcas nos anos 90.
Anos 2000, a moda sintetiza-se em “be yourself”, refletindo a personalidade de quem usa esse acessório.
O importante é ter a bolsa certa, no lugar certo e saber como carregá-la. A bolsa traz grafismos, o símbolo de identificação entre as tribos.
As bolsas do “status” são objetos de um jogo não declarado, mas as associações poderosas são unidas, como o automóvel do Benz, ou a bolsa Hermes, Louis Vitton, Chanel, Gucci, Karl Lagerfeld e Christian Dior entre outros que fazem esse tipo de bolsa ser o parceiro desse game.
Fonte: www.wmulher.com.br














